Sinopse: No one knows why Juliette's touch is fatal, but The Reestablishment has plans for her. Plans to use her as weapon. But Juliette has plans of her own. After a lifetime without freedom, she's finally discovering a strength to fight back for the very first time - and to find a future with the one boy she thought she'd lost forever. 

I have a curse. I have a gift. 
I'm a monster. I'm more than human. 
My touch is lethal. My touch is power. 
I'm their weapon. I will fight back. 

Opinião: Depois do The Unbecoming of Mara Dyer de Michele Hodkin, chegou a vez de Shatter Me de Tahereh Mafi. À semelhança do primeiro, Shatter Me relata as aventuras e desventuras de uma protagonista capaz de provocar a destruição e a morte daqueles que a rodeiam com um simples toque. Esta não é uma ideia nova, tendo sido já reciclada múltiplas vezes ao longos dos anos, seja nos livros ou no cinema, nomeadamente na saga X-Men com Rogue - embora de forma diferente. Na verdade, para os últimos capítulos, Shatter Me assemelha-se bastante ao mundo dos X-Men com a multiplicidade de poderes, a sensação de rejeição, seguida da sensação de pertença.
Shatter Me é um livro de emoções. Num mundo distópico onde a busca por poder reina sobre o bem-estar dos cidadãos comuns, somos apresentados a uma protagonista mentalmente instável. Aqui, a autora faz maravilhas com a repetição sistemática de frases e com o uso das "palavras rasuradas". Fá-lo para evidenciar as verdadeiras emoções da protagonista ou a verdade por detrás de palavras fingidas. É uma dinâmica que nunca tinha experimentado durante uma leitura - refrescante. As emoções variam ao longo das páginas à medida que Juliette Ferrars aprende mais sobre si mesma e sobre a sua história e daqueles que a rodeiam. 

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Opinião: O Diário da Nossa Paixão de Nicholas Sparks, ou The Notebook na versão original, é um filme que depressa se tornou um clássico. As personagens já são nossas conhecidas das vezes que o filme passou na televisão e já somos capazes de antecipar os nossos momentos favoritos e, talvez, adivinhar algumas das falas. É um filme capaz de transpor a barreira do tempo e mesmo há vigésima terceira vez, provocar umas quantas lágrimas.

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Sinopse: When Mara Dyer wakes up in hospital with no memory of how she got there, or any explanation as to why the bizarre accident that caused the deaths of her boyfriend and two best friends left her mysteriously unharmed, her doctors suggest she start over in a new city, at a new school, and just hope her memories gradually come back. 
But Mara's new start is anything but comforting. She sees the faces of her dead friends everywhere and now she's started to see other's people deaths before they happen. Is she going crazy? As if dealing with all this isn't enough, Noah Shaw, the most beautiful boy she's ever seen, can't seem to leave her alone. But does he have her best interests at heart, or another agenda altogether

Opinião: The Unbecoming of Mara Dyer permaneceu intocável na minha prateleira durante meses. Por vezes olhava-o de relance, e questionava-me o porquê de não avançar na leitura. As reviews são uma mistura de cinco estrelas e de uma estrela mas, ainda assim, a sinopse continuava a deixar-me ligeiramente intrigada, motivo pelo qual comprei o livro. Por fim, decidi que estava na altura de pegar nesta beleza de 452 páginas. Algo que já devia ter feito há imenso tempo.

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Opinião: Everything, Everything, ou Tudo, Tudo e Nós de Nicola Yoon, é um livro YA que provoca uma leitura compulsiva. A autora descreve na perfeição as emoções que uma pessoa com um corpo doente sente e a vida familiar que se desenvolve devido à presença desta situação estranha e nada recomendável. A verdade é que a impotência e frustração que advém da situação da Madeline são muito bem retratadas no livro, quase de forma palpável mas, infelizmente o mesmo não aconteceu no filme por uma razão muito simples: A imaginação. - Madeline possui uma imaginação fértil que a leva para diferentes locais e, consequentemente leva o espectador a afastar-se da sua condição de prisioneira. Um café. Uma biblioteca. O mar. Tudo isso leva o espectador a quase esquecer a doença que a autora descreve tão bem.

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Sinopse: Molching, um pequeno subúrbio de Munique durante a Segunda Guerra Mundial. Na Rua Hummel as pessoas vivem um dia-a-dia penoso, sob o peso da suástica e dos bombardeamentos cada vez mais frequentes, mas não deixaram de sonhar. 
A Morte, a narradora omnipresente e omnisciente, cansada de recolher almas, observa com compaixão e fascínio a estranha natureza dos humanos. Através do seu olhar intemporal, é-nos contada a história da pequena Liesel e dos seus pais adoptivos. Hans o pintor acordeonista de olhos de prata e Rosa, a mulher com cara de cartão amarrotado, do pequeno Rudy, cujo herói era o atleta negro Jesse Owen e de Max, o pugilista judeu, que um dia veio esconder-se na cave da família Hubermann e que escreveu e ilustrou livros para oferecer à rapariga que roubava livros, sobre as páginas do Mein Kampf recuperadas com tinta branca, ou ainda a história da mulher que convidou Liesel a frequentar a sua biblioteca, enquanto os nazis queimavam livros proibidos em grandes fogueiras. Um livro sobre uma época em que as palavras eram desmedidamente importantes no seu poder de destruir ou de salvar. Um livro luminoso e leve como um poema, que se lê com deslumbramento e emoção.

Opinião: A Rapariga que Roubava Livros de Markus Zusak é um livro belíssimo que, para além de exultar a bondade humana num dos períodos mais negros da sua história, eleva o uso das palavras, tornando-as numa personagens secundária. As mesmas palavras, que nós leitores amamos e odiamos simultaneamente e que são uma bóia de salvação para Liesel e um elo de ligação com o leitor. Este é um livro diferente em vários aspectos, seja pela escrita lírica que nos leva obrigatoriamente a pensar e a sentir, seja pela sua narradora improvável: A Morte. A ideia é simplesmente fenomenal. Markus Zusak usa a Morte como narradora, transformando-a em algo/alguém, digno de compaixão e até mesmo de amor, enquanto nos fornece informações passadas ou mesmo futuras sobre as pessoas sobre quem lemos e depositamos o nosso coração.

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Sinopse: Naquele que seria o dia mais decisivo da sua vida, Mary - filha de humildes pescadores d
a Cornualha - traçou o seu destino ao roubar um chapéu. 
O seu castigo: a forca. 
A sua única alternativa: recomeçar a vida no outro lado do mundo. 
Dividida entre o sonho de começar de novo e o terror de não sobreviver a tão dura viagem, Mary ruma à Austrália, à época de uma colónia de condenados. O novo continente revala-se um enorme desafio onde tudo é desconhecido...como desconhecida é a assombrosa sensação de encontrar o grande amor da sua vida. Apaixonada, Mary vai bater-se pelos seus sonhos sem reservas ou hesitações. E a sua luta ficará para sempre inscrita na História.

Opinião: Antes de mais, começo por dizer que, tanto a capa do livro, como a sinopse, não fazem justiça ao conteúdo do livro. Tanto um como outro incitam o leitor a pensar que está perante um romance, mais uma história de amor no meio de mil, passados em tempos conturbados; dois amantes separados pelos infortúnios do destino. Desenganem-se. Nunca me Esqueças é um livro baseado na história verídica de Mary Broad, uma rapariga de origens humildes, condenada à forca por roubar um chapéu mas rapidamente deportada a Nova Gales do Sul ou, noutras palavras, para o que hoje é conhecido como sendo a Austrália. Nunca me Esqueças relata o pior período da vida de Mary, ao mesmo tempo que conta a história do nascimento da Austrália. Os dois estão intimamente interligados e houve alturas em que desejei que os factos que a autora atirava sobre as condições de vida dos prisioneiros fossem pura ficção.

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Sinopse: Todas as manhãs ele lê para ela, de um caderno desbotado pelo tempo, uma história de amor que ela não recorda nem compreende. Um ritual que se repete diariamente no lar de idosos onde ambos vivem agora. Pouco a pouco, ela deixa-se envolver pela magia da presença dele, do que ele lhe lê, pela ternura dele...E o milagre acontece. A paixão renasce, transpõe o abismo do tempo, o abismo da memória, e por instantes ela volta para ele...Apesar da doença. Mas haverá mais.
Todos os dias, ele lê-lhe a história de um simples rapaz sulista e de uma rapariga destinada a brilhar na high society. A primeira paixão, clara como uma manhã orvalhada de maravilha e descoberta. Afastados depois pela impiedoso exigência do abismo que os separa. Catorze anos mais tarde, ele é um sobrevivente da guerra e ela está a poucos dias de tornar-se a mulher de outro homem. Mas volta por uma necessidade imperiosa de o rever. O reencontro traz de novo toda a magia. Terá o amor poder suficiente desta vez? Mas haverá mais. Sempre.

Opinião: Quando lemos um livro pela primeira vez, cujo filme já foi repetido uma dezena de vezes na televisão a experiência é completamente diferente. Quando as personagens já são nossas conhecidas e, já nos são queridas há uma tendência para ver para lá das palavras. A nossa imaginação voa para as imagens que conhecemos e rapidamente ultrapassamos os pequenos defeitos que possam haver. Isso aconteceu-me com O Diário da Nossa Paixão. Um livro tão diferente da sua adaptação cinematográfica mas, ao mesmo tempo, tão parecido.

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Opinião: Tal como na primeira temporada, procurei ver os episódios à medida que ia avançando na leitura. Um livro de cada vez, era o meu plano, que, para ser sincera, parecia bastante simples. O que eu não contava, porque não aconteceu na primeira temporada, era afeiçoar-me de tal modo à série e aos personagens que me vi incapaz de parar. Os dez episódios passaram a voar. A leitura, pela primeira vez, ficou em segundo lugar - ainda continua em segundo lugar à medida que vou avançando para a terceira temporada - o que é uma surpresa já que o mantra da minha vida é: o livro é melhor que o filme - neste caso série.

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Sinopse: Há anos que Kahlen segue as regras, esperando pacientemente pela vida que poderá considerar sua. Mas quando Akinli, um ser humano, entra no seu mundo, ela não consegue continuar a viver segundo as regras. De repente, a vida pela qual tem esperado não parece tão importante como a que está a viver agora

Opinião: Este não é o meu primeiro livro de Kiera Cass e, certamente não será o último. O tópico do romance também não me é estranho, ou à autora que conquistou milhares de leitores com as dúvidas intermináveis de América Singer, no entanto, A Sereia, ao contrário de A Seleção apresenta um tom muito mais mórbido e muito mais questionável do que um grupo de raparigas que aparecem num reality show
Em A Sereia a protagonista é uma assassina. A autora brincou com vários aspectos da mitologia no que toca às raparigas com caudas de peixe mas dois mantiveram-se incólumes: a beleza e a voz. Mas, a forma como decidiu descrever os assassinatos, os afogamentos, a própria indecisão e depressão da protagonista e das suas companheiras pareceu-me fria, egoísta e demasiado questionável para ser capaz de ver para lá disso. Não achei que foi um trabalho completo ou que deixasse a sua marca. A própria personagem de Oceano soou-me a forçada. Não consegui afundar-me no mundo de Kahlen. Não consegui ver para lá da morte e, principalmente, para a justificação dela, ou de frases como: "Apesar de Ela me aterrorizar, sinto o amor por baixo da Sua agressão". Não foi algo com o qual me conseguisse identificar.

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Sinopse: Simon Spier tem 16 anos e os únicos momentos em que se sente ele próprio são vividos atrás do computador. 
Quando Simon se esquece de desligar a sessão no computador da escola, os seus emails pessoais ficam expostos a um dos colegas que ameaça revelar os seus segredos, a não ser que Simon lhe faça um favor. 
Simon vê-se, assim, obrigado a enfrentar as suas emoções e a assumir quem verdadeiramente é perante o mundo inteiro. 
Uma história delicada que explora com naturalidade e humor a difícil tarefa que é amadurecer

Opinião: O Coração de Simon Contra o Mundo, uma das novas apostas da Porto Editora e em breve uma adaptação cinematográfica, revelou-se um livro verdadeiro e profundo em mais do que um sentido, o que foi uma surpresa. Há muito tempo que não me debruçava sobre as páginas de um contemporâneo onde cada um dos intervenientes, desde os amigos ao fundo da página, aos pais, surgem como pessoas com mais do que duas camadas, com defeitos e qualidades que somos capazes de reconhecer por entre as linhas. 
O título original Simon VS The Homosapien Agenda encaixa na perfeição na tonalidade do livro. A autora, Becky Albertalli fez, com Simon Spier, o leitor importar-se e tornar-se conhecedor das dificuldades ou, se não das dificuldades, das emoções pelas quais uma pessoa homosexual passa no processo de se dar a conhecer ao mundo.

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Sinopse: Todos conhecem a história profundamente dramática da jovem Anne Frank. Publicado pela primeira vez em 1947, por iniciativa do seu pai, o Diário veio a revelar-se ao mundo o que fora, durante dois longos anos, o dia-a-dia de uma adolescente condenada a uma voluntária auto-reclusão, para tentar escapar à sorte dos judeus que os alemães haviam começado a deportar para supostos "campos de trabalho".
Tentativa sem final feliz. Em Agosto de 1944 todos aqueles que estavam escondidos no pequeno anexo secreto onde a jovem habitava foram presos. Após uma breve passagem por Westerbork e Auschwitz, Anne Frank acaba então por ir a Bergen-Belsen, onde vem a morrer em Março de 1945, a escassos dois meses do final da guerra na Europa.

Opinião: O Diário de Anne Frank não é uma leitura nova para mim. O meu exemplar está mais do que usado. Era uma leitura frequente quando era mais nova mas já se passaram anos desde a última vez que o li e, embora os pormenores continuem frescos, quis relê-lo uma vez mais. Foi uma experiência de leitura completamente diferente, infelizmente baseado em factos mais do que reais, já que fui vendo vários documentários sobre o Holocausto, Anne Frank, Otto Frank  e Miep, relatos que complementaram a minha leitura, que me deram não só uma ideia do mundo exterior, como da vida daqueles que ajudaram a família Frank. Documentários que relataram o dia em que as oito pessoas que viviam no Anexo Secreto foram levadas pela SS.

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Sinopse: A obra "O Cavaleiro da Dinamarca", de Sophia de Mello Breyner Andresen, é uma narrativa infanto-juvenil que procura traçar o percurso de um Cavaleiro dinamarquês que, deixando a sua família, enceta uma peregrinação à Terra Santa. A narrativa conta-nos as peripécias dessa viagem, bem como o seu regresso ao lar.

Opinião: Tal como A Menina do Mar, O Cavaleiro da Dinamarca foi um, de uma lista interminável de livros de leitura obrigatória. Na escola, as aventuras do cavaleiro dinamarquês foram avaliadas ao pormenor, retirando qualquer prazer à leitura. Agora, anos mais tarde, uma maratona levou-me a relê-lo. Uma leitura de uma hora, rápida que me fez voltar atrás no tempo. Uma prosa simples, mas repleta de aventuras, tão diferente de A Menina do Mar. Posso dizer com toda a confiança que apreciei muito mais a leitura deste livro. A complexidade dentro da simplicidade - se é que tal faz sentido, - deixaram-me encantada e as histórias dentro da história levaram-me a sorrir em alguns pontos, principalmente com as aventuras de Dante no mundo para lá deste e dos portugueses que desvendavam as águas para lá da Europa.

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