E o ano está quase a terminar e, com ele, o meu completo falhanço nos dois desafios a que me propus. 
No entanto, não sou derrotada com facilidade porque sei que 2016 vai ser o meu ano! 
Mas, no que toca ao ano de 2015, houve uma predominância da fantasia e dos autores estrangeiros, coisa que quero muito mudar no ano de 2016, assim como a quantidade de leituras em língua estrangeira.
Foi um bom ano para livros e para filmes, num total de 93 opiniões, 78 e 15, respectivamente. 
Muita coisa aconteceu no ano de 2015, houve uma imensa quantidade de leituras, num total de 27185 páginas! Estou realmente contente com a minha perseverança não só no que diz respeito às leituras como à manutenção do próprio blogue, o que, para mim, é a primeira vez. Pelo que, em primeiro lugar, agradeço aos 80 seguidores do blogue e às 158 pessoas que gostam e que seguem a página do deliriousbeautifulmind no Facebook. Por esta altura em 2014, estava a pensar no nome para o blogue e, a única coisa que associo ao acto de ler, é escrever - imaginação.
Às pessoas que seguem as minhas opiniões, seguidoras ou não, obrigada!
No meio das milhentas páginas e das milhentas palavras, há três livros que sobressaem pela positiva. Foram as minhas leituras preferidas do ano, pelo conteúdo, pela história e, não podiam ser mais diferentes. Uma delas passa-se em Marte, outra num LOOP algures na Irlanda e outra num universo fantasioso com uma protagonista fantástica. Não foi, de todo, difícil escolher o favorito, uma vez que Celaena Sardothian infiltrou-se na minha cabeça com uma facilidade quase descarada.
Por isso, sem mais demoras, aqui está o TOP 3 DE 2015:



Espero que 2016 me dê, no seu esplendor, uma enorme quantidade de leitura, histórias fantásticas, protagonistas maravilhosos e um incontável número de aventuras para mais tarde recordar. Em 2016 quero voar num dragão, lutar com uma espada e apaixonar-me mas no espaço. E, claro, isso só é possível através dos livros. O que há de mais maravilhoso no mundo?
Boas Leituras, e Bom 2016!


Sinopse: No submundo mágico de Londres vitoriana, Tessa Gray encontrou por fim a segurança com os Caçadores de Sombra. Mas esta torna-se efémera quando forças desonestas na Clave se revelam para destruir a sua protectora, Charlotte, e substitui-la como chefe do instituto. Se Charlotte perder a sua posição, Tessa será posta na rua - e presa fácil para o misterioso Magister, que deseja usar os poderes de Tessa para os seus fins obscuros. 
Com a ajuda do bonito e autodestrutivo Will e do devotado e dedicado Jem, Tessa descobre que a guerra do Magister contra os Caçadores de Sombra é pessoal. Ele culpa-os de uma tragédia íntima que lhe destruiu a vida. Para desvendar os segredos do passado, o trio viaja através das névoas do Yorkshire para uma mansão que contém horrores indizíveis, dos bairros-de-lata de Londres para um salão de baile encantado, onde Tessa descobre que a verdade sobre a sua paternidade é mais sinistra do que alguma vez imaginou. Quando encontra um demónio mecânico com um aviso de Will, apercebe-se que o Migister sabe de todos os seus movimentos... e que um deles os traiu. 
Tessa descobre que o seu coração está cada vez mais atraído por Jem, apesar do seu anseio por Will e dos sombrios estados de alma que continuam a abalar a sua confiança. Mas algo está a mudar em Will... a parede que construiu à sua volta desmorona-se. Conseguirá o Magister libertar Will dos seus segredos e dar a Tessa as respostas sobre quem é e para que nasceu?
A verdade leva os amigos para o perigo, e Tessa descobre que quando o amor e mentiras se misturam podem corromper até o coração mais puro. 

Book Trailer:


OpiniãoPrimeiro que tudo, admito que batalhei para escrever esta opinião. Cassandra Clare maravilhou-me com um mundo fantástico e criou em mim a ânsia de saber mais, a paixão pelos seus personagens e o desejo irascível de pertencer a este universo fictício. Mas, um olhar mais afastado dos meus gostos pessoais, permitiu-me ver algumas falhas. O meu amor e interesse pelos personagens camuflaram "o que não se passa".
Em Príncipe Mecânico não há qualquer desenvolvimento da história. No fundo, continuamos no exacto ponto onde estávamos na primeira página. A história não avança, é estática. O que desenvolve, e bem, é a relação entre os personagens e a maturação das mesmas e o conhecimento das suas histórias. O triângulo amoroso está finalmente a descoberto e este segundo volume baseou-se, mais do que nunca, na relação entre Tessa-Will, Tessa-Jem e Will-Jem.
No entanto, apesar disso, adorei. O não avanço, não me incomodou como provavelmente o faria noutro livro qualquer, pelo meu foco quase obsessivo com os protagonistas. E penso que é nisso que Cassandra Clare é exímia: a arte de criar personagens por quem o leitor se interesse, de natureza boa ou má. Contudo, em As Origens temos um triângulo amoroso diferente da maior parte dos livros YA, até mesmo diferente da série anterior da autora Os Instrumentos Mortais, isto porque, Will, Jem e Tessa, amam-se. Não há rivalidade. Só amor. E, isso é apelativo, MAS, ao mesmo tempo, há inconsistências.
Mais do que uma vez, a relação de parabatai de Will e Jem - muito mais forte, a meu ver da relação entre Alec e Jace - é quase mística, havendo até a sensação de que conseguem ler os pensamentos um do outro. Há várias passagens ao longo de Príncipe Mecânico ou até mesmo do livro anterior Anjo Mecânico que relata a relação dos dois como mais do que amigos, mais do que irmãos: então, como é que nenhum dos dois se apercebeu dos sentimentos do outro por Tessa, quando até mesmo Jessamine e Sophie perceberam?
O romance entre os personagens em Príncipe Mecânico soou-me a forçado em ALGUNS pontos. Após algumas páginas com "demasiado Jem", éramos apresentados a páginas com "demasiado Will" e vice-versa. Eu compreendo que, para um triângulo amoroso é necessário dar igual "tempo de antena" às duas partes, no entanto, algumas cenas pareceram apressadas e impensadas, principalmente na situação de Tessa, onde um lunático anda atrás dela com tudo o que tem e, em especial, ao modo como foi criada, por mais que a autora vomite que "os Caçadores de Sombra são mais liberais", não podemos esquecer que estamos no século IXX, na Era Vitoriana, onde as mulheres levavam acompanhantes para se encontrar com possíveis pretendentes.
Mas, again, adorei. Fui arrastada para estas personagens e, com defeitos ou não, continua a ser um livro magnetizante, exactamente como na primeira leitura: continuei a rir, a chorar e a querer atirar o livro à parede com a intensidade das emoções que a autora é capaz de passar para o leitor. Sei que sou uma de muitas, a sentir-se desta forma e, sei que sou uma de muitas, a perceber os defeitos.
What to do?
Outros títulos das Crónicas dos Caçadores de Sombra por Cassandra Clare
*A Cidade dos Ossos - adaptação cinematográfica: aquiadaptação televisiva aqui


*Lord of Shadowns (sem data de publicação)
*Queen of Air and Darkness (sem data de publicação)

*Chain of Thorns (sem data de publicação)
*Chain of Gold (sem data de publicação)
*Chain of Iron (sem data de publicação)

*The Wicked Power #1 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #2 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #3 (sem data de publicação)

*Tales from the ShadowHunter Academy (publicado em short-stories - por enquanto)
*The Shadowhunter Códex

Outros livros da autora
*A Manopla de Cobre
*Magisterium #3
*Magisterium #4
*Magisterium #5


Sinopse: O Natal é uma época para a família, em que os membros que não se vêem há muito tempo, se reúnem à mesa, partilham histórias, sonhos, alegrias e uma refeição tradicional. Mas neste Natal a ceia é tudo menos convencional. Uma delícia que poucos têm oportunidade de provar. 
Um jovem aborrecido e descontente, em busca de aventuras nocturnas numa casa perdida à beira-rio, irá encontrar muito mais que prendas debaixo da árvore de Natal. 
Uma refeição pode esconder muito segredos...

OpiniãoNo espírito da época natalícia, decidi que era uma boa altura para ler um conto de uma autora portuguesa, e que conto melhor do que um que um conto natalício?
Não estava familiarizada com os trabalhos da autora Ana C. Nunes ou com a sua escrita, no entanto, achei-a fluída e cativante e, a verdade, é que se lê o conto em três tempos. Confesso, contudo, que não apreciei o título ou a capa, no entanto, o facto de ser narrado na primeira pessoa facilita o avanço na leitura.
Esperava algo ligeiramente mais natalício mas, fiquei surpreendida com a conclusão, pelo rumo drástico que a história tomou e pelo aspecto fantasioso. Tudo o que eu pensava que seria, caiu-me ao chão nas poucas páginas que o conto durou. Fiquei presa à leitura até à conclusão do mesmo que, como disse, durou pouco.
Porém, apesar da surpresa, preferia que houvesse mais elementos de terror, mais da sensação de paranóia que provocam os contos ou livros do mesmo género. Por outro lado, a ideia final do livro, deu-me a sensação de que podia ser mais explorada. Talvez num conto maior. Talvez num stand-alone.
Outros títulos da autora: 
*A Última Ceia
*Anjo Gabriel - Pacto de Sangue
*Um Toque de...


Sinopse: Quando Tessa Gray, uma jovem de dezasseis anos, atravessa o oceano para se reunir ao irmão, o seu destino é a Inglaterra do reinado da rainha Vitória e aventuras aterrorizantes aguardam-na no Mundo-à-Parte de Londres, onde vampiros, bruxos e outras personagens sobrenaturais partilham as ruas iluminadas a gás. Apenas os Caçadores de Sombras, guerreiros que se dedicam a livrar o mundo de demónios, conseguem manter a ordem no caos. 
Raptada pelas misteriosas Irmãs Escuras, membros de uma organização secreta chamada Clube Pandemonium, Tessa fica a saber que também pertence ao Mundo-à-Parte e que possui uma habilidade rara: o poder de se transformar, quando quer, noutra pessoa. Além disso, o Magister, a figura misteriosa que dirige o clube, tudo fará para reclamar o poder de Tessa para si. 
Sem amigos e perseguida, Tessa refugia-se junto dos Caçadores de Sombras do Instituto de Londres, que lhe juram encontrar o irmão se usar o seu poder para os ajudar. Em breve se sente fascinada e dividida entre dois amigos: James, cuja beleza frágil esconde um segredo mortal, e Will, um rapaz de olhos azuis cujo humor caústico e temperamento volúvel mantém toda a gente à distância... ou seja, todos menos Tessa. Enquanto a investigação os vai arrastando para o âmago de uma conspiração tenebrosa que ameaça destruir os Caçadores de Sombras, Tessa percebe que poderá ter de escolher entre salvar o irmão e ajudar os seus novos amigos a salvar o mundo...e que o amor pode ser a magia mais perigosa de todas. 

Book Trailer:

OpiniãoAnjo Mecânico foi uma surpresa. A GOOD ONE. Cassandra Clare maravilhou-me com o seu Mundo das Sombras em Os Instrumentos Mortais, e continuou a fazê-lo com As Origens ou The Infernal Devices, no título original.
Para os mais familiarizados com o primeiro trabalho da autora, Anjo Mecânico, o primeiro livro de três excede as expectativas. Pelo menos, foi o que aconteceu comigo. Ao passo que em Os Instrumentos Mortais a história decorre em Nova Iorque nos tempos actuais, As Origens passa-se em Londres em Abril de 1878. Isto dá mais ao livro, dá um contexto histórico, dá relevo e dá um sentido mais real ao Mundo das Sombras.
Mas, para os leitores familiarizados com Os Instrumentos Mortais, é fácil perder-mo-nos nas comparações, procurar semelhanças onde elas talvez existam, ou não. O facto de os apelidos serem familiares, faz-nos procurar por parecenças que não são importantes. Um dos maiores exemplos é William "Will" Herondale. Cassandra Clare criou um mundo incrivelmente vasto ao nível do fantástico mas, em termos de personagens, penso que se limitou ao já conhecido e comprovadamente amado pelos leitores: o protagonista masculino arrogante, sarcástico mas com o seu quê de vulnerabilidade. Claro que, a percepção de tal realidade não me fez deixar de apreciar menos Anjo Mecânico ou de rir menos ou adorar menos o personagem de Will. Do mesmo modo, há pequenas ligações aqui e ali, que tornam a leitura mais divertida e familiar.
Por outro lado, a protagonista desta vez é Theresa "Tessa" Gray, uma rapariga de dezasseis anos que se vê a meio de uma mudança de vida e que acaba por dar de caras com o Mundo das Sombras e a força de carácter de Tessa é nova. Cassandra Clare é exímia na arte de criar personagens femininas fortes o suficiente para irem à luta e corajosas o suficiente para seguirem para a etapa seguinte quando tudo parece perdido mas, Tessa Gray, além de forte e corajosa, é uma sobrevivente. Não de demónios ou vampiros, mas de algo pior do que isso. E é algo novo, e refrescante. E claro que, o seu amor pela leitura, torna mais fácil ao leitor, relacionar-se com ela, apaixonar-se lentamente pela sua personalidade viva e curiosa. O mesmo para Will.
Em Anjo Mecânico houve alturas em que me esqueci de que estava a ler, de tal modo que estava embrenhada nas palavras. A escrita da autora é absorvente, à falta de melhor palavra. As páginas voaram, assim que me vi imersa na leitura. Ao contrário de Clary Fray, que acaba por descobrir que tem sangue de Caçadora de Sombras, Theresa Gray descobre que é uma Habitante do Mundo-à-Parte, embora com um poder desconhecido. Essa oscilação de pontos de vista é bem-vinda, uma vez que dá-nos uma nova perspectiva. O preconceito agora, é nosso.
O que achei interessante e, por vezes exasperante, foi a própria mentalidade de Tessa face à ideia de mulheres como Charlotte quererem lutar, darem um contributo igual ao dos homens e, inclusive, de se vestirem como eles, aquando o combate. Esta ideia retrógrada de um tempo passado, enraizado num livro de fantasia urbana tornou a história, mil vezes mais interessante, uma vez que a autora dá-nos pólos opostos.
Por um lado, temos a personagem de Charlotte Brandwell, directora do Instituto de Londres, que é obrigada a dar tudo por tudo para ser ouvida e respeitada, com uma mente perspicaz e brilhante, mas que, por ser mulher é pouco reconhecida. Por outro e, pela primeira vez, vemos alguém que nasceu com sangue de Caçadora de Sombras, mas que não quer fazer parte desse mundo - Jessamine Lovelace. Uma personagem que ficaria feliz por fazer chá e tornar um lar confortável para um hipotético marido. Algo que, nos dias de hoje, seria um pensamento considerado anti-feminista.
Jessamine Lovelace desmaiaria face à visão de Isabelle Ligthwood.
Outra diferença em relação a Anjo Mecânico e A Cidade dos Ossos é a profundidade emocional da história. Anjo Mecânico lida constantemente com a morte e possibilidade da mesma o que dá um ambiente mais negro à história concordante com a própria atmosfera da cidade de Londres. Essa negritude é, na maior parte das vezes atenuada pelos comentários irónicos de Will ou pelas palavras de esperança de Jem e, seja como for, são sempre bem-vindos.
É realmente difícil não adorar Anjo Mecânico e o pequeno núcleo de personagens que Cassandra Clare mais uma vez, apresentou. No entanto, não achei o antagonista de As Origens, minimamente comparável a Valentine Morgenstern, pelo contrário. A ideia mecânica por detrás desta presumível "guerra" não chegou para me convencer mas, foi o suficiente para me manter alerta e curiosa para saber o seu desfecho.
Outros títulos das Crónicas dos Caçadores de Sombra por Cassandra Clare
*A Cidade dos Ossos - adaptação cinematográfica: aquiadaptação televisiva aqui


*Lord of Shadowns (sem data de publicação)
*Queen of Air and Darkness (sem data de publicação)

*Chain of Thorns (sem data de publicação)
*Chain of Gold (sem data de publicação)
*Chain of Iron (sem data de publicação)

*The Wicked Power #1 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #2 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #3 (sem data de publicação)

*Tales from the ShadowHunter Academy (publicado em short-stories - por enquanto)
*The Shadowhunter Códex

Outros livros da autora
*A Manopla de Cobre
*Magisterium #3
*Magisterium #4
*Magisterium #5


Sinopse: Para salvar a vida da mãe, Clary tem de ir à Cidade de Vidro, o lar ancestral dos Caçadores de Sombra - não a incomoda que a entrada nesta cidade sem sem autorização seja contra a Lei e que violá-la possa significar a morte. Piorando ainda mais a situação, ela vem a saber que Jace não a quer lá e que Simon foi encarcerado na prisão pelos Caçadores de Sombras que suspeitam de um vampiro que tolera a luz do Sol. Ao tentar descobrir mais pormenores sobre o passado da sua família, Clary encontra um aliado no misterioso Sebastian. Com Valentine a reunir toda a força do seu poder para destruir de uma vez por todas os Caçadores de Sombras, a única possibilidade de estes o derrotarem é combater ao lado dos seus eternos inimigos. Mas podem os Habitantes do Mundo-à-Parte e os Caçadores de Sombras pôr de lado o seu ódio mútuo e aliarem-se? Embora Jace compreenda que está pronto a arriscar tudo por Clary, poderá ela utilizar os seus poderes recentes para ajudar a socorrer a Cidade de Vidro - custe o que custar? O amor é um pecado mortal e os segredos do passado provam ser letais quando Clary e Jace enfrentam Valentine no último volume da trilogia Os Intrumentos Mortais. 

Book Trailer: 

OpiniãoEm A Cidade de Vidro, é-nos dada, pela primeira vez, a imagem do país natal dos Caçadores de Sombra, Ídris, e da sua única cidade, Alicante. Uma imagem para lá de um pedaço de espelho, com uma descrição real. Não é exactamente um mundo fantástico, mas é um local misterioso e recheado de histórias e que podemos imaginar com facilidade, desde o Lago Lyn até à Praça do Anjo ao Pavilhão dos Acordos. A forma como a autora transforma Alicante às necessidades dos Caçadores de Sombra, recheando-a de mitos e de maldições é altamente apelava.
A Cidade de Vidro é um livro dinâmico, com vários pontos de vista, sendo o de Isabelle um dos meus favoritos, com o aparecimento de novos personagens onde, em cada capítulo há um acontecimento importante ou uma descoberta fundamental que é essencial para o desfecho. É a conclusão da primeira parte da série de Os Instrumentos Mortais e há uma clara ligação com os dois livros anteriores, A Cidade dos Ossos e A Cidade das Cinzas, cujas opiniões podem ver aqui e aqui, respectivamente mas, ao contrário destes, tem o seu quê de revoltante. Há sempre o momento numa trilogia ou numa série em que as coisas começam a acontecer e, por coisas, refiro-me a mortes. Com J.K.Rowling foi Harry Potter e o Cálice de Fogo, com Cassandra Clare foi A Cidade de Vidro. É, dos três, o mais pesado, quanto mais não seja, pela própria negritude que paira nas emoções dos protagonistas.
Para além da mudança de cenário de prédios e arranha-céus para montes verdejantes, há outras mudanças, não-tão-evidentes, no que toca ao curso da história e ao rumo que ela vai tomar e, parte dessa mudança surge com a personagem de Sebastian Verlac. Para mim, Valentine Morgenstern foi sempre o claro antagonista de Os Intrumentos Mortais e, diga-se de passagem, um óptimo antagonista, pois tal como Jace ou Clary ou até mesmo Luke, Jocelyn, Maryse, Robert entre um punhado de outros, compreendemos e, até concordamos, com os ideais de Valentine: a ideia de mudar um governo corrupto, no entanto, como Luke referiu em A Cidade dos Ossos, após a morte do pai de Valentine por um Habitante do Mundo-à-Parte, Valentine seguiu um rumo mais obscuro, o que é, para nos leitores, algo que somos capazes de compreender, racionalmente falando, uma vez que, infelizmente, vemos isso nos noticiários todos os dias - pessoas que mudam os seus ideais contra uma raça ou uma população pela perda dos seus entes queridos.
Agora, Sebastian Verlac, não é complexo. A sua maldade, os seus actos, os seus ideais, são justificados pelo sangue. Não há sequer a hipótese de redenção. Ao contrário de Valentine, não é sequer capaz de amar e Valentine amou, à sua estranha e retorcida maneira, mas amou. E, ao contrário de outros vilões, a mente de Sebastian não é retorcida ao ponto de fazer as coisas que faz só pelo prazer de as ver arder. Mais uma vez, cada uma das suas acções é justificada pelo sangue que lhe corre nas veias o que, ao fim e ao cabo, não o torna numa personagem brilhante ou minimamente atraente.
O que acho que, de igual modo, falhou em A Cidade de Vidro foi a relação leitor-protagonista. Esta degradação da qualidade é recuperada mais tarde mas, no início, o comportamento infantil afectaram a minha percepção de Clary. Curiosamente, aconteceu o oposto com Jace, Alec, Simon e Isabelle. Em A Cidade Vidro, apaixonei-me por cada um deles a cada parágrafo, emocionei-me com eles, chorei com eles e ri-me com eles, enquanto que, Clary, estava apenas ali, provocando alguma emoção apenas de X capítulos em X capítulos.
Teria adorado ver mais de Alec e Magnus, assim como de Jocelyn e Luke e, talvez, uma interacção da primeira com Valentine, em nome dos bons velhos tempos. Há alguns buracos, como a carta de Jace que, adoraria ler e, na verdade, Cassandra Clare disponibilizou o conteúdo da mesma no seu site oficial, assim como outros conteúdos exclusivos ou que não entraram na edição final do livro e que podem ler aqui. Por outro lado, adoro a forma como a autora manejou os conteúdos religiosos acabando por torná-los, não só visualmente perceptíveis como atraentes. Mas continuou a achar que neste tipo de livros é fundamental haver um equilíbrio e, em A Cidade das Cinzas, senti que ele existiu mas, neste terceiro volume, ficaram demasiadas questões em aberto, demasiadas relações e histórias por contar. Como eu disse, alguns buracos.
Outros títulos das Crónicas dos Caçadores de Sombra por Cassandra Clare
*A Cidade dos Ossos - adaptação cinematográfica: aquiadaptação televisiva aqui


*Lord of Shadowns (sem data de publicação)
*Queen of Air and Darkness (sem data de publicação)

*Chain of Thorns (sem data de publicação)
*Chain of Gold (sem data de publicação)
*Chain of Iron (sem data de publicação)

*The Wicked Power #1 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #2 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #3 (sem data de publicação)

*Tales from the ShadowHunter Academy (publicado em short-stories - por enquanto)
*The Shadowhunter Códex

Outros livros da autora
*A Manopla de Cobre
*Magisterium #3
*Magisterium #4
*Magisterium #5


Naquilo que é uma iniciativa fantástica, o unheard-voice, decidiu eleger o melhor livro do ano, publicado em Portugal no ano de 2015, à semelhança do que acontece no Goodreads. A votação iniciou-se dia 1 de Dezembro e termina dia 31 de Dezembro, pelo que ainda têm muito tempo para votar naquele que é o vosso livro preferido de 2015 em categorias que vão desde o Fantasia até Romance Erótico. A lista de livros escolhidos foi feita em colaboração com vários blogues, e TCHAM TCHAM TCHAM, podem ver agora o resultado final no blogue unheard-voice - podem carregar aqui, ou na imagem. 
Deixo-vos aqui a introdução da votação para que, caso eu não os convença, a mente por detrás do projecto, o faça. 

"Agora que chegámos a Dezembro, é mais que natural olhar em retrospectiva para o ano que está quase a terminar. Para quem gosta de ler (óbvio!) é quase sagrado o olhar para todas as leituras realizadas, as boas, as más, as assim-assim, as que eram para ter sido e as que entraram para a wishlist. E este ano que as novidades foram tantas e tão boas! Ah!
Não sei quanto a vocês, mas eu fico sempre curiosa em saber o que as pessoas acharam dos livros que foram saindo. E, dentro desta linha de raciocínio, que tal descobrir-mos quais os melhores livros lançados em 2015? Estou mesmo curiosa e vocês?"



Opinião: Lembro-me de que, quando vi o official trailer pela primeira vez, caiu-me tudo aos pés. Adorei cada aspecto, parecia uma adaptação fiel, o que é raro, especialmente quando há vários elementos fantásticos, os actores pareciam interpretar a essência dos personagens, a introdução é maravilhosa, foi de provocar arrepios e a banda sonora estava no ponto. A expectativa estava para lá da estratosfera.
E depois, veio o filme.
Quando o vi pela primeira vez, no dia de estreia, a minha desilusão não era sequer, mensurável. Tudo o que eles podiam estragar, estragaram. Valentine Morgenstern, o antagonista da história, alguém descrito nos livros como carismático, atraente e manipulador é, no filme, uma versão de rua do Capitão Jack Sparrow, de Os Piratas das Caraíbas. Não posso sequer, "culpar" o actor que é, fantástico, mas o guião, o script, que devia ter sido revisto pelo menos mais umas vinte vezes. É o que acontece quando a autora não está envolvida nos projectos MOVIE PEOPLE!
Num tom mais positivo, adorei a sequência de acção do rapto e a do Hotel Dumont (Dumort). Uma cena que não pareceu mecanizada, mas sim natural e, não tenho nada a apontar. A adição de Isabelle e Alec foi bem-vinda, já que houve a possibilidade de vermos Isabelle e o seu chicote em acção, MAS, os produtores, as pessoas responsáveis pelo filme, criaram uma quantidade incrível de cenas desnecessárias, uma delas, a pior, é a cena do Portal, com a bolha de água flutuante.
O QUE É AQUILO? E essas pessoas, acharam por bem explicar que Bach, foi um Caçador de Sombras e adicionaram uma forma melodiosa de desvendar demónios (*atiro as mãos ao ar em desespero*) Não percebo porque é que o "pai" de Clary teve de morrer quando ela tinha 2 anos e não antes de nascer, ou como é que ela ainda diz que "em todos os anos que conheceu Luke, nunca teve na casa dele" WTF?
Há alguns diálogos cómicos, outros nem tantos. O foco do livro é sobretudo Clary e o Mundo das Sombras, no entanto, penso que o filme baseou-se demasiado na relação entre Clary, Jace e mesmo Simon e, vi algures uma entrevista que houve a preocupação de explicar, desde cedo, a "relação" entre Clary e Jace para os espectadores mais novos.
PORQUÊ PESSOAS?
PORQUÊ ESTRAGAR UMA ÓPTIMA SURPRESA?
PORQUÊ ESTRAGAR UM PLOT TWIST PERFEITAMENTE RAZOÁVEL?
PORQUÊ?
Não percebi a personagem do Hodge. Agorafobia? A maldição da Clave é justificada por uma fobia? PORQUÊ?
É impossível ver o filme A Cidade dos Ossos como fã do livro. É impossível. Não percebo como é que mesmo antes do filme estrear, já estavam a prever uma sequela. COMO? Questiono. COMO? Até mesmo Magnus, um dos personagens mais magníficos, especiais e brilhantes criados por Cassandra Clare apareceu em meia dúzia de cenas e, em cada uma delas, tinha tanto "sal" como um copo de água da torneira.
A forma como as explicações são dadas, de o Portal ser como o Triângulo das Bermudas ou a forma como ela escreveu Magnus Bane no chão, até mesmo a forma como exploraram a situação vampírica de Simon foi, à falta de melhor palavra, ridícula. Não percebi a explosão de luz no céu de Nova Iorque, ou a entrada de demónio no Instituto, ou até como Simon sabia que os lobisomens eram bons quando não teve qualquer contacto com eles. De repente, Jace também tem um bloqueio na mente, nem sequer sei de onde é que isso veio. Luke nunca vê Valentine. Clary deixasse ser consolada por Valentine e Jace é o primeiro a saber da relação dos dois. E, para cúmulo, Valentine desaparece ao estilo de Elsa em Frozen.
Em relação ao final, lembro-me que não conseguia parar quieta na cadeira, as minhas mãos não paravam de voar em direcção a todos os cantos da sala. A cena em que Jocelyn, maravilhosamente interpretada por Lena Hadley, mexe o dedo, eu perdi o controlo. E, quando Clary limpa a casa à Harry Potter style, a fé que ainda existia, evaporou. RIDÍCULO. ABSOLUTAMENTE RIDÍCULO. Sinceramente, preferia que tivessem deixado o livrinho na prateleira, com os seus direitos de autor quietinhos.
Para atenuar o desgosto, houve bons momentos cinematográficos, a maior parte deles, incidiu sobre a paisagem de Nova Iorque e sobre a Cidade dos Ossos e os Irmãos Silenciosos. Por outro lado, houve mudanças de cenas onde cabelos desgrenhados tornam-se perfeitos e, sim, estou a pegar em tudo, porque nada me fez sentido e os livros são excelentes.
Outros títulos das Crónicas dos Caçadores de Sombra por Cassandra Clare
*A Cidade dos Ossos - adaptação cinematográfica: aqui


*Lord of Shadowns (sem data de publicação)
*Queen of Air and Darkness (sem data de publicação)

*Chain of Thorns (sem data de publicação)
*Chain of Gold (sem data de publicação)
*Chain of Iron (sem data de publicação)

*The Wicked Power #1 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #2 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #3 (sem data de publicação)

*Tales from the ShadowHunter Academy (publicado em short-stories - por enquanto)
*The Shadowhunter Códex

Outros livros da autora
*A Manopla de Cobre
*Magisterium #3
*Magisterium #4
*Magisterium #5