Sinopse: Há muito tempo, a superfície da Terra foi arrastada por uma guerra nuclear. Os poucos sortidos que conseguiram sobreviver refugiaram-se a bordo da Colónia, uma estação espacial que orbita o planeta. 
Cem anos após ter sido a salvação da Humanidade, a Colónia está em perigo. Os aparelhos que garantem a renovação do oxigénio na estação espacial estão a falhar e não há como os substituir. A última esperança da Humanidade reside em 100 jovens, selecionados entre criminosos para regressar à superfície da Terra e descobrir se o planeta pode ser de novo habitado. 
Depois de tanto tempo, estes serão os primeiros humanos a pisar a Terra. mas estarão na verdade sozinhos? Terão todos os seres vivos perecido durante o longo Inverno Nuclear ou será que algo se esconde nas sombras das grandes florestas que agora cobrem toda a Terra?

OpiniãoComo alguns livros atualmente, tomei conhecimento da existência de Os 100 através da sua adaptação televisiva e, embora ainda não tenha tido oportunidade de assistir a um episódio, a sua popularidade não foi algo que me tivesse passado despercebido pelo que, assim que pude, (mais concretamente, assim que coloquei um pé na Feira do Livro de Lisboa 2016), a minha intenção foi adquirir um exemplar. Sabia pouco da história em si, mas o que sabia, intrigou-me o suficiente: depois de uma guerra nuclear, o que restava da humanidade viu-se forçada a viver uma espécie de nave onde, ao final de quase um século, problemas de subsistência levam os governantes a enviar cem jovens criminosos para o antigo planeta para perceberem se as condições são ou não favoráveis à sua habitação.
Os 100 foi uma óptima surpresa. Do pouco que sabia não só do livro, mas da série em si, as expectativas eram elevadas e Kass Morgan superou-as a todas. O livro é contado do ponto de vista de quatro personagens diferentes: Clarke, Wells, Bellamy e Glass e, embora adorasse cada minuto passado com cada um dos quatro jovens, Glass era, sem dúvida, a minha preferida.
Talvez porque realçava o meu lado mais romântico.
Talvez por se ver envolvida numa paixão trágica.
Talvez porque é a única dos protagonistas cuja vivência continua a ser na nave, o que para mim despertou-me maior atenção e interesse do que a vida no planeta.
Na verdade, a história de Glass transportou-me para a leitura de Quando as Estrelas Caem de Amie Kaufman e Megan Spooner, o que adorei. Mas, ao contrário destas duas autoras que começaram com apenas dois protagonistas, Kass Morgan criou um núcleo de personagens diferentes mas interessantes que começam por ser apresentados como criminosos, embora de delinquentes, tenham pouco e que, apesar de extremamente jovens, a maior parte, tendo menos de dezoito anos de idade, movem-se por amor, seja esse fraterno ou não.
Para além disso, foi extremamente refrescante começar um livro cujas relações já se encontram estabelecidas pelo que nos é permitido fazer suposições e ver a sua maturação ao longo das páginas, fosse através de pensamentos ou de passagens antigas, reminiscências de um passado que os assombra e que, para quem lê as minhas opiniões frequentemente, sabe que adoro. No entanto, apesar de pequenos pedaços de história terem sido uma completa surpresa pela sua crueldade, ou pelo seu sentido de sacrifício, muito do livro foi previsível, o que acabou por matar um pouco do encanto.
Mas, a escrita da autora moveu a leitura e o facto de os capítulos serem curtos com uma alternância entre o amor de Glass, a preocupação de Clarke, o lealdade de Bellamy e a necessidade de perdão de Wells, ajudou. As palavras simples, mas sucintas, a forma quase crua como por vezes descrevia certas passagens, transportou-me mais facilmente para a história e, embora o seu início confuso, com demasiadas coisas a acontecer, demasiados segredos por revelar e personagens para conhecer, com a passagem das páginas, tudo culminou numa excelente história de ficção científica que com certeza espero continuar.
Outros títulos da colecção: 
*Day 21 
*Homecoming 


7 Comentários

  1. Vejo a série e só pela tua opinião já percebi que existem bastantes diferenças com a série, o que é ótimo :D (se lê-se e depois visse a série se calhar não iria gostar tanto xD)
    Fiquei ainda com mais vontade de o ler ^_^

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    1. ai credo, agora fiquei sem saber se vejo ou não a série :p ia ver o primeiro episódio hoje!

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    2. Ahahah vê, nem que seja para comparares xD Eu gosto imenso, é das minha séries preferidas do momento.

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    3. Ia-te dizer que não no comentário em cima, mas como vi que era a tua personagem favorita não te quis dar esse mau "spoiler" :/

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    4. Acabei de ver o primeiro episódio. Maior choque quando vi a mãe dela viva. Quero a Glass e o Luke :'(

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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