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Sinopse: Lily tem 25 anos. Acaba de se mudar para Boston, pronta para começar uma nova vida e encontrar finalmente a felicidade. No terraço de um edifício, onde se refugia para pensar, conhece o homem dos seus sonhos: Ryle. Um neuro-cirurgião. Bonito. Inteligente. Perfeito. Todas as peças começam a encaixar-se. 
Mas Ryle tem um segredo. Um passado que não conta a ninguém, nem mesmo a Lily. Existe dentro dele um turbilhão que faz Lily recordar-se do seu pai e das coisas que este fazia à sua mãe, mascaradas de amor, e sucedidas por pedidos de desculpa. 
Será Lily capaz de perceber os sinais antes que seja demasiado tarde? Terá força para interromper o ciclo?

Opinião: Isto Acaba Aqui ou It End With Us, na versão original é o livro do momento, uma - na minha opinião - das melhores apostas da Topseller. A autora, Colleen Hoover não é uma novata no que toca a brincar com as emoções do leitor e fá-lo como uma campeã com Isto Acaba Aqui. O meu principal conselho para aqueles que ainda não tiveram oportunidade de o ler é: vão às cegas. Não procurem por opiniões. Esta opinião em si, será vaga, apenas uma pequena amostra do que quero dizer. A própria sinopse do livro é, por si só, um spoiler, pelo que peguem apenas num dos muitos volumes que há por aí e leiam até os olhos começarem a doer.
O primeiro livro que li da autora, 9 de Novembro, deixou uma marca profunda no meu coração mas, Isto Acaba Aqui, abriu uma cratera. Algo semelhante entre 9 de Novembro e Isto Acaba Aqui é a escrita, extremamente introspectiva, fácil de ler que nos transporta directamente para a cabeça da protagonista, seja o seu "eu" presente, ou o seu "eu" passado. A facilidade com que a autora parece dar a conhecer a história de Lily aos leitores é invejável, embora apenas possa calcular o quão emocionalmente desgastante possa ter sido a criação deste volume. Neste momento, posso afirmar que Isto Acaba Aqui é, sem dúvida, um dos meus livros contemporâneos preferidos.
Isto Acaba Aqui lida com emoções fortes que vão testar até à última página toda e qualquer crença que o leitor possa ter de antemão. Na verdade, abre ao leitor, uma janela, deixa-o espreitar para dentro de uma realidade que ele pode - rezo - não conhecer e deixa-o viver, ainda que apenas à distância, uma verdade que não compreende e que possivelmente, julga.
É fácil falar. Foi uma das muitas coisas que  depreendi com Isto Acaba Aqui. É fácil questionarmos-nos sobre os motivos de outra pessoa sem sabermos os factores envolventes, sem conhecermos cada uma das partes e, foi um dos aspectos mais difíceis para mim. Eu estava envolvida na leitura, apesar de ir reticente por saber de antemão o conceito do livro mas, ainda assim, dei por mim a apaixonar-me não só pela protagonista mas, pelas pessoas envolventes, alguns dos quais, não queria, de todo, gostar.
Foi a primeira vez, em muito tempo, onde o aproximar do fim do livro me deixou nervosa, sem saber realmente o que esperar. Fiquei de coração nas mãos e, embora tenha gostado imenso, principalmente das reminiscências a um passado longínquo, ainda não consigo, não completamente, desprender-me do final, demasiado em aberto a uma nova revelação, a uma nova exposição, mas agora com consequências mais desastrosas.
Dei por mim a rir, a ficar emocionada, nervosa e furiosa. Não me levou às lágrimas, provavelmente por saber do que se tratava e ir preparada mas, quase. Lily é uma protagonista com quem é fácil de criar uma conecção e ainda mais fácil de querermos o seu melhor. Não sei realmente como é que a autora se vai suplantar. Não vejo, sequer, como é que tal será possível. Isto Acaba Aqui possui um dos diálogos internos mais comoventes de que tenho memória, algumas passagens são capazes de colocar uma pessoa de joelhos com a potência da sua emoção, algumas frases vão, com certeza, comigo para a cova. Isto Acaba Aqui foi uma autêntica montanha-russa de emoções e, provavelmente, um dos melhores livros do ano. Colleen Hoover conquistou-me com 9 de Novembro mas arrebatou-me o coração com Isto Acaba Aqui.

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SinopseEstes são dias negros para Robert Baratheon, rei dos Sete Reinos. Do outro lado do mar, uma imensa horda de selvagens começa a formar-se com o objectivo de invadir o seu reino. À frente deles está Daenerys Targaryen, a última herdeira da dinastia que Robert massacrou para conquistar o trono. E ainda mais perto, na Corte, as conspirações continuam e o rio entre as várias Casas aumenta... 
Para lá da muralha de gelo, uma força misteriosa manifesta-se de maneira sobrenatural. E quem vive à sombra da muralha não tem dúvidas: os Outros vêm aí e o que trazem com eles é bem pior do que a própria morte... Ainda mais perto, na Corte, as conspirações continuam e o ódio entre as várias casas aumenta. Quando parece que nada poderia piorar, o rei é ferido numa caçada. Terá sido um acidente ou uma tentativa de assassinato?  
Nota: Edição 2 volumes da Saída de Emergência

OpiniãoE começou. Agora sim, o Inverno está a chegar. Até agora, A Muralha de Gelo revelou-se o meu favorito. Os nomes, anteriormente, confundidos num grupo demasiado grande de personagens, finalmente começou a fazer sentido. A confusão foi ultrapassada por uma necessidade abismal de saber mais. Foi o primeiro livro de George R. R. Martin que aproveitei na sua totalidade.
Mais uma vez, seguimos o curso de um núcleo demasiado grande de personagens mas George R. R. Martinc criou o equilíbrio perfeito de acontecimentos e de atenção a cada um dos intervenientes, agora um, para sempre desaparecido. A Muralha de Gelo culmina com o aparecimento de três criaturas maravilhosas e com o corte de cabeça de uma personagem importante para o desenvolvimento da história. As intrigas aumentam, há novos reis e rainha por todo o Westeros mas, pela primeira vez, não é difícil de acompanhar.
Para além disso, neste volume, George R. R. Martin mostra que não só é capaz de criar um mundo complexo capaz de vergar o mais simples dos mortais à sua vontade, como é exímio na arte de descrever batalhas. Uma pequena amostra daquilo que sei que estará por vir. As teorias começam a surgir entre pequenos pedaços de linhas e as ideias formam-se. George R. R. Martin deixou pequenas pistas aqui e ali não só em relação à progenitura de Jon Snow, como dos homens que irão acompanhar Daenerys Targaryen na sua (possível) conquista pelo Trono de Ferro.
Houve um à vontade muito grande com as ideias, as descrições, os personagens e os acontecimentos e, para os fãs da série televisiva da HBO, aconselho vivamente a leitura visto que há pormenores - se os há! - que são capazes de chamar a atenção para possíveis acontecimentos na nova temporada que chega em Julho deste ano.



SinopseNo mundo de Westeros, o senhor do castelo de Winterfell, Eddard Stark, recebe a visita do velho amigo, o rei Robert Barateou. Durante a estadia, o rei convida Eddard a mudar-se para a corte e a assumir a prestigiada posição de Mão do Rei. O convite é aceite, mas Eddard está longe de adivinhar que a sua vida, e a da sua família, está prestes a entrar numa espiral de tragédia e conspiração.
Quando Eddard Stark aceita tornar-se Mão do Rei, o seu objectivo é o de proteger o rei do clã da rainha, os Lannister. Mas ter os Lannister como inimigos é fatal e cedo descobre que a ambição dessa família não tem limites. Sozinho na corte, Eddard também se apercebe de que a sua vida nada vale. E até a sua família, longe no norte, pode estar em perigo.  
Nota: Edição 2 volumes da Saída de Emergência

Opinião: Para um mundo dominado pelo conhecimento de Westeros, sinto que sou uma das poucas almas que não conhecia o universo de George R. R. Martin. Uns episódios aqui, umas montagem no Youtube ali, e pouco mais. O que sabia era de conhecimento comum: um universo extenso comparável a Tolkien, um conjunto de personagens memoráveis, disputas políticas, sangue, sexo e magia. Não exactamente por essa ordem. Mas, a meu ver, não podemos exactamente compara-lo com O Senhor dos Anéis. Se me perguntassem, diria que George R. R. Martin criou um mundo de fantasia cujas personagens são mais reais aos nossos olhos, mais facilmente relacionáveis do que as de Tolkien algum dia poderiam ser.
A primeira coisa a dizer é que, A Guerra dos Tronos não é para todas as pessoas. Na série, é mais fácil de seguir o caminho dos nossos personagens favoritos do que propriamente no livro apesar de cada "capítulo" ser narrado por uma voz diferente, os intervenientes acabam por se misturar entre um número imenso de outros personagens, cada um mais diferente do que o outro, com as suas próprias motivações e o seu próprio passado - o que acaba por ser uma representação do mundo real.
Há uma quantidade imensa de nomes, de factos, de leis que se interpelam uns nos outros e, por mais do que uma vez, fui obrigada a reler frases para interiorizar a importância daquilo que estava a ler. No fundo, se não nos deixamos embrenhar completamente na história, perdemo-nos. George R. R. Martin criou um mundo fantástico. As vozes de cada personagem distinguiam-se entre as outras e não há uma igual à outra, no entanto, a história avança devagar, passando de uma vida para a outra, de uma localização para outra, de uma dor para outra.
As imagens que tenho e as afeições que nutro baseiam-se mais na sua representação na adaptação televisiva do que propriamente daquilo que retenho com a leitura. O meu principal problema neste momento é que retrata demasiado a política e as relações/ligações entre os personagens estão em segundo plano, demasiado escondidas nas entrelinhas. Elas estão lá, não me interpretem mal, entre uma acção e outra mas, estão demasiado camufladas para as conseguir sentir na sua plenitude.Para mim, ter uma imagem física, ainda que mal formada, de cada um dos intervenientes mais importantes, ajudou-me a criar melhor o mundo na minha imaginação, mas, o livro, ainda assim, dá-nos mais conteúdo e é possível ver a profundidade de algumas das relações que não foram tão exploradas na adaptação televisiva. A maior diferença não é nos diálogos, mas nos pensamentos mais íntimos. Há tanto para conhecer. Para os fãs da série, aconselho vivamente. É uma outra forma de dar vida a um universo tão ridiculamente extenso.O mundo de Westeros é um mundo complexo. Um mundo dominado por jogos políticos, mentiras e verdades duras que, até ao momento, não possibilitaram a evolução dos personagens.
Mas no final, A Guerra dos Tronos dá-nos uma quantidade imensa de conteúdo, alguns dos quais, não era requisitado e vi-me obrigada a filtrar entre o que era importante e o que não o era. Tanto que, para o final, alguns dos nomes passaram a ser meros borrões de tinta, nomeadamente durante as celebrações. Não foi uma leitura que apreciei por aí além. Há tanto para conhecer e desejava um maior aprofundamento das emoções porque embora cada voz continue a ser muito distinta, os sentimentos perderam-se no meio da política de rua.


Opinião: Sempre fui da opinião de que as adaptações, sejam cinematográficas ou televisivas, perdiam parte do seu conteúdo original, perdendo em qualidade para o seu material homónimo mas, e apesar de chegar bastante tarde à fandom, a adaptação televisiva de A Guerra dos Tronos, de George R. R. Martin repete, quase palavra por palavra, o conteúdo/diálogo do livro a um nível que para mim é surreal. Para alguém que, como eu, foi avançando nas páginas ao mesmo tempo que avançava nos episódios, é fascinante ver a nossa imaginação tornada realidade. Uma adaptação de qualidade precisa de actuar como uma expansão do livro, dar ao leitor aquilo que ele nem sabia que queria e David Benioff e D.B.Weiss com esta primeira temporada de A Guerra dos Tronos conseguiram deixar, não só os leitores satisfeitos como atrair uma montanha de não-leitores para um mundo de fantasia complexo e magnífico.
A Guerra dos Tronos é um universo extenso e no primeiro livro tive alguma dificuldade em reconhecer os nome para lá dos personagens principais. George R. R. Martin criou um conjunto de personagens eclético que na série ganham um rosto e um corpo, facilitando a imaginação daqueles que, como eu, se perderam nos nomes e nos títulos, transformando tudo num grande borrão de tinta. Agora, mais familiarizada com a história e o mundo, consigo compreender na sua plenitude o porquê de A Guerra dos Tronos ser uma das melhores adaptações de sempre.
Fiquei impressionada com a capacidade de transcrição histórica. O ambiente de Westeros, da Muralha,  de Essos é tão importante como a linha temporal porque caso não fossem locais visualmente credíveis, penso que a série não teria tido a adesão em massa que acabou por ter. A realidade transcrita, por vezes perturbadora, outras sumptuosa, seja através de cenas de carácter sexual ou violência, seja através da apresentação da mítica Muralha, dá-nos uma sensação de realismo que presenciei poucas vezes mesmo quando se trata de adaptação cinematográficas.
A primeira temporada de A Guerra dos Tronos baseia-se no primeiro livro com o mesmo título e, em Portugal - devido a uma divisão que não compreendo, - baseia-se nos primeiros dois volumes: A Guerra dos Tronos e A Muralha de Gelo e é tudo aquilo que eu esperei e mais. O casting é, a meu ver, perfeito, desde Lena Headey como Cersei Lannister, a Sophie Turner como Sansa Stark, a Maise Williams como a pequena, mas letal, Arya Stark, Emilia Clarke como Daenerys Targaryen ou Peter Dinklage como Tyrion Lannister. O casting funciona maravilhosamente e numa co-existência perfeita com o que é apresentado nos livros, cujo ponto de vista muda, à semelhança da adaptação. A primeira temporada, com 10 episódios com pouco menos de uma hora cada um, dá-nos momentos de choque, de enternecimento, tristeza e de alívio cómico.
David Benioff e D.B.Weiss conseguiram um passing perfeito. Não há momentos mortos e cada momento serve um propósito para completar o arco de cada um dos personagens. A própria apresentação de cada uma da famílias, dos próprios lemas, dos brasões, são bem representadas e mais importante, facilmente compreendidas num universo onde o que está nas entrelinhas é igualmente importante. No final da temporada conseguiram deixar-me de coração apertado - apesar de conhecer o final pela leitura do livro - pela escolha de fotografia e de momentos com ausência de som.  Pela primeira vez, vou referir-me também há abertura da série, agora icónica, que mostra na perfeição não só a geografia do mundo criado por George R. R. Martin como também a complexidade do seu universo.
A Guerra dos Tronos acaba por ser uma série inteligente e bem executada e, penso que mesmo as pessoas ou leitores que não são adeptos de fantasia podem apreciar a beleza e o realismo do mundo de Westeros e do mundo para lá dele. Esta primeira temporada, fiel à sua adaptação actua apenas como uma preparação, quase uma apresentação, do que está para vir e, embora tenha adorado cada minuto, nada retira a experiência de ler onde, pequenas pistas são apresentadas, aqui e ali, onde teorias são formadas no meio do caos de palavras e de nomes. Em resumo, a HBO conseguiu levar avante uma das melhores séries de fantasia e torná-la real e amada por muitos, algo que muitos outros, falharam em conseguir.