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Sinopse: Todas as manhãs ele lê para ela, de um caderno desbotado pelo tempo, uma história de amor que ela não recorda nem compreende. Um ritual que se repete diariamente no lar de idosos onde ambos vivem agora. Pouco a pouco, ela deixa-se envolver pela magia da presença dele, do que ele lhe lê, pela ternura dele...E o milagre acontece. A paixão renasce, transpõe o abismo do tempo, o abismo da memória, e por instantes ela volta para ele...Apesar da doença. Mas haverá mais.
Todos os dias, ele lê-lhe a história de um simples rapaz sulista e de uma rapariga destinada a brilhar na high society. A primeira paixão, clara como uma manhã orvalhada de maravilha e descoberta. Afastados depois pela impiedoso exigência do abismo que os separa. Catorze anos mais tarde, ele é um sobrevivente da guerra e ela está a poucos dias de tornar-se a mulher de outro homem. Mas volta por uma necessidade imperiosa de o rever. O reencontro traz de novo toda a magia. Terá o amor poder suficiente desta vez? Mas haverá mais. Sempre.

Nota: Livro Lido para a #MLVerão2017 na categoria de lugar que sempre quis visitar

Opinião: Quando lemos um livro pela primeira vez, cujo filme já foi repetido uma dezena de vezes na televisão a experiência é completamente diferente. Quando as personagens já são nossas conhecidas e, já nos são queridas há uma tendência para ver para lá das palavras. A nossa imaginação voa para as imagens que conhecemos e rapidamente ultrapassamos os pequenos defeitos que possam haver. Isso aconteceu-me com O Diário da Nossa Paixão. Um livro tão diferente da sua adaptação cinematográfica mas, ao mesmo tempo, tão parecido. 
O Diário da Nossa Paixão é relatado como um diário, um caderno de notas que relembra a vida de duas pessoas que se amavam para lá do possível mas, é uma escrita muito simples no que toca aos assuntos importantes e, simultaneamente, muito descritiva no que toca aos momentos quotidianos. Neste volume há uma enorme quantidade de informação desnecessária mas, ao mesmo tempo, necessária. Contraditória, é verdade, mas é essa informação que me dá um pano de fundo, uma sensação de pertença àquele espaço e àquela vida. Uma sensação de compreensão. Mas, é um equilíbrio precário e vicioso, pois quanto daquilo que senti ou quanto da minha opinião não é influenciada pelo filme? 
Em O Diário da Nossa Paixão não lemos quase nada sobre a juventude de Noah e de Allie. Vemos sim, as repercussões das escolhas que eles e outros fizeram por eles mas, pouco mais. É um livro pequeno para a dimensão e para o poder da história que Nicholas Sparks decidiu contar. É um livro que acaba de forma abrupta e injusta, pois se nos deu o início da relação, uma relação que durou quase cinquenta anos devia-nos também dar o fim. O Diário da Nossa Paixão é, sem dúvida, um livro marcante, que deveria ser lido por toda a gente que alguma vez amou alguém. Relembra-nos o quão rápida a vida pode ser, o quão injusta a vida pode se tornar e, mais importante, mostra-nos que cada dia deve ser vivido no seu todo, pois no fim, se tivermos sorte de viver uma vida que valha a pena, são as recordações que nos aquecem nas noites frias.







Opinião: Tal como na primeira temporada, procurei ver os episódios à medida que ia avançando na leitura. Um livro de cada vez, era o meu plano, que, para ser sincera, parecia bastante simples. O que eu não contava, porque não aconteceu na primeira temporada, era afeiçoar-me de tal modo à série e aos personagens que me vi incapaz de parar. Os dez episódios passaram a voar. A leitura, pela primeira vez, ficou em segundo lugar - ainda continua em segundo lugar à medida que vou avançando para a terceira temporada - o que é uma surpresa já que o mantra da minha vida é: o livro é melhor que o filme - neste caso série.
Ao contrário do que acontece com a primeira temporada que tem uma aura de mistério e de suspeita à volta da morte de Jon Aryn e que se centra sobretudo na personagem de Eddar Stark, a segunda temporada possui um arco completamente diferente, uma vez que há um rei em cada esquina, as personagens estão divididas por todo Westeros e para lá da Muralha e a sombra de não uma, mais várias guerras ganha forma no nevoeiro. Nesta segunda temporada, surgem novos locais, alguns exóticos, outros nem tanto, assim como novas personagens sobre quem reflectir e criar suposições, algo positivo, visto que Ned Stark foi, para mim, o coração de Game of Thrones durante a primeira temporada agora está, para sempre, ausente.
Um dos pontos fortes desta segunda rodada é, sem dúvida, a forma como no final, tudo se complementa, pois no início somos, como é desde o primeiro episódio da primeira temporada, bombardeados com personagens e informações vindas de todos os cantos de Westeros. Mas, nos últimos dois episódios vemos tudo a culminar num único local, numa única batalha, num único grupo de personagens que foi simultaneamente algo satisfatório mas também de partir o coração, revelando Tyrion Lannister como o coração central na história durante os 10 episódios. É uma mudança bem-vinda, repleta de momentos de humor e sarcasmo mas também de momentos sinceros e de vulnerabilidade. E, para aqueles que, como eu, leram, pelo menos, uma porção dos livros, há momentos e emparelhamentos entre personagens que não acontecem no livro mas que no pequeno ecrã resultam na perfeição.
Após a apresentação dos personagens durante a primeira temporada, esta segunda vaga de episódios deu um espaço para um crescimento e desenvolvimento de relações que mostra que, cada um dos intervenientes no mundo de Westeros é humano e possui - a maioria - qualidades redentoras apesar dos actos terríveis que me fazem questionar sobre os meus próprios morais, que colocam em causa os valores pelos quais me sigo mas, afinal George R. R. Martin sempre afirmou que o que gostava de escrever sobre personagens humanas e não de heróis e, certamente que o fez. 



Sinopse: Há anos que Kahlen segue as regras, esperando pacientemente pela vida que poderá considerar sua. Mas quando Akinli, um ser humano, entra no seu mundo, ela não consegue continuar a viver segundo as regras. De repente, a vida pela qual tem esperado não parece tão importante como a que está a viver agora

Nota: Livro Lido para a #MLVerão2017  na categoria de   Livro com um título curto

Opinião: Este não é o meu primeiro livro de Kiera Cass e, certamente não será o último. O tópico do romance também não me é estranho, ou à autora que conquistou milhares de leitores com as dúvidas intermináveis de América Singer, no entanto, A Sereia, ao contrário de A Seleção apresenta um tom muito mais mórbido e muito mais questionável do que um grupo de raparigas que aparecem num reality show
Em A Sereia a protagonista é uma assassina. A autora brincou com vários aspectos da mitologia no que toca às raparigas com caudas de peixe mas dois mantiveram-se incólumes: a beleza e a voz. Mas, a forma como decidiu descrever os assassinatos, os afogamentos, a própria indecisão e depressão da protagonista e das suas companheiras pareceu-me fria, egoísta e demasiado questionável para ser capaz de ver para lá disso. Não achei que foi um trabalho completo ou que deixasse a sua marca. A própria personagem de Oceano soou-me a forçada. Não consegui afundar-me no mundo de Kahlen. Não consegui ver para lá da morte e, principalmente, para a justificação dela, ou de frases como: "Apesar de Ela me aterrorizar, sinto o amor por baixo da Sua agressão". Não foi algo com o qual me conseguisse identificar. 
Mas, sendo Kiera Cass a autora de A Selecção, não fiquei surpreendida pela história de Kahlen ser, basicamente, uma história de amor rodeada de mitologia e não o contrário. No entanto, é uma história de amor pobre, pois é um amor que existe somente tendo como base o destino. Por algum motivo, dei por mim a distanciar-me de histórias cujas relações se baseiam em algum poder superior que, aparentemente só calha a "alguns escolhidos" e aprecio muito mais uma relação baseada em dados substanciais do que apenas num único dia perfeito.
Claro que, como com A Selecção, A Elite, A Escolha e até mesmo, A Herdeira, apesar do meu descontentamento com o seguimento da história ou com as decisões ou forma de pensar da protagonista, dei por mim a não conseguir parar de ler. A escrita de Kiera Cass tem esse efeito. É quase viciante. E, apesar de diferente, para além do amor e das verdades questionáveis da história, houve partes realmente interessantes que impulsionaram a leitura e me obrigaram a virar a página. Talvez fosse o desejo de saber mais, ou de saber como é que Kahlen poderia sair de uma situação impossível. Admito que não gostei do início, nem apreciei o fim, mas houve alguém que um dia disse que o importante era a viagem e essa, até foi agradável.